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Você precisa ler os rótulos!

Lendo rótuloQuando descobri que era Intolerante à Lactose, procurei um gastroenterologista para me orientar sobre como conviver com esta condição. A primeira coisa que ele me disse foi: “Leia os rótulos! A maioria dos alimentos industrializados contém leite, ou traços de leite na sua composição”.  Tomei aquela regra para mim como uma verdadeira lei. De lá pra cá, a leitura de rótulos passou a ser parte da minha rotina. O que me salvou de diversos apuros, pois um simples biscoito tipo água e sal pode ter traços de leite. Minha IL não é severa, mas é sempre melhor prevenir do que remediar…

Já repararam que eu sempre coloco a lista de ingredientes e a tabela nutricional dos produtos que comento aqui no blog? Foi lendo atentamente estes dois elementos das embalagens que comecei a descobrir inúmeros produtos que são seguros para serem ingeridos por quem tem Intolerância à Lactose, principalmente em lanches rápidos quando estamos na rua. E continuo sempre em busca de novidades para compartilhar com vocês.lupa no rótulo

Entendendo os rótulos
O rótulo dos alimentos traz informações sobre a composição e a origem dos produtos. Assim é possível ter um melhor controle e a redução de riscos da gente comer algo que vai fazer mal.

Devemos sempre verificar o rótulo (fabricante, o lote, os prazos de validade), a tabela nutricional (valor energético, proteínas, gorduras, carboidratos e fibras, e valores de ingestão diários) e a relação de ingredientes. Os ingredientes utilizados para a fabricação do produto alimentar são apresentados em ordem decrescente. O primeiro ingrediente está em maior quantidade no produto, e o último, em menor quantidade. Quer um exemplo? Nos adoçantes em pó, a lactose é o principal ingrediente.rotulos

A tabela nutricional traz basicamente as seguintes informações:

  • Porção – Quantidade média do alimento consumida por pessoas adultas.
  • %VD – Percentual de valores diários e uma média de consumo calórico para um adulto saudável em relação a uma dieta de 2000 calorias.
  • Valor energético – Quantidade de energia em cada porção do alimento. É expressa na forma de calorias (kcal) e quilojoules (kJ).
  • Carboidratos – Têm como principal função o fornecimento de energia. Podem aparecer de forma mais detalhada indicando a quantidade de lactose, glicose, galactose, como no caso de leites de baixa lactose;
  • Açúcares – Indica a quantidade de açúcar contido nos alimentos, mas nem todos os produtos separam o açúcar do carboidrato na tabela.
  • Proteínas – Necessárias para a construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos.
  • Gorduras totais - Soma das gorduras de todos os tipos presentes no produto, tanto de origem animal quanto vegetal. Indicam a soma das gorduras trans, saturadas e insaturadas.
  • Gorduras saturadas – São as gorduras presentes nos alimentos de origem animal.
  • Gordura trans –  O consumo desse tipo de gordura deve ser muito reduzido, porque pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Dê preferência à produtos sem gordura trans.
  • Fibra alimentar - A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.
  • Sódio – O consumo excessivo pode levar a um aumento da pressão arterial.

_rotulos_de_alimentosTambém podem aparecer outras informações como:

  • Colesterol – Deve ser avaliado por quem está com o colesterol LDL elevado.
  • Gorduras insaturadas: monoinsaturadas e poli-insaturadas – São as chamadas “gorduras boas” e fazem bem à saúde;
  • Cálcio – As mais comuns fontes de cálcio são o leite e os derivados. Nós Intolerantes à Lactose precisamos fazer suplementação de cálcio com outros tipos alimentos, por isso é importante ficar atento para os alimentos enriquecidos com cálcio;
  • Vitaminas – Alguns produtos como farinha, achocolatado e biscoitos industrializados são enriquecidos com vitaminas;
  • Lactose - Costuma ser descriminada no caso dos derivados de leite de baixa ou zero lactose (porque tem a lactase na composição).

A Universidade Federal de Alfenas – Unifenas disponibilizou em seu site uma interessante cartilha com dicas e exemplos sobre a leitura dos rótulos dos alimentos.lendo o rótulo

Com estas informações, espero ter ajudado a destacar a importância da leitura dos rótulos dos alimentos para quem quer ter uma alimentação mais saudável e, principalmente, para nós que convivemos com a IL. Precisamos lembrar que temos uma restrição alimentar e que insistir em ingerir lactose vai trazer muita dor de barriga, entre outros desconfortos.

E você, está atento ao que come? Quer compartilhar sua experiência com a gente?

Lei Da Lactose

leilactoseAmigos, preciso da ajuda de vocês: como já sabem, tenho Intolerância à Lactose e estou apoiando um abaixo assinado que pede a LEI DA LACTOSE, obrigando os fabricantes a informarem se os alimentos têm ou não têm lactose.

Ajude assinando o abaixo assinado, é rápido e fácil. www.change.org/LeiDaLactose

Lactase ajuda, mas não resolve!

Outro dia, descobri à duras penas que tomar comprimidos de lactase ajuda, mas não resolve, nem salva. O gastroenterologista já tinha avisado que para usar lactase, é preciso conhecer seu limite de Intolerância à Lactose. Agora entendo bem o porquê. ilTomar os comprimidos de lactase amplia nosso limite de ingestão de derivados de leite, mas não infinitamente. Por exemplo, usando a lactase, podemos com segurança tomar algumas bolas de sorvete. Mas não vai salvar no caso de um festival de sorvete. Assim como garante que a gente possa comer umas fatias de pizza, mas não resolve se você se empanturrar num rodízio. dor-abdominalO que aconteceu comigo é que chutei o balde numa festa na casa de uma amiga. Tomei dois comprimidos de lactase no começo da tarde, mas fiquei o resto do dia e parte da noite me deliciando com cookies, cupcakes recheados, pão de queijo, tudo com muita lactose. 

DesidrataçãoComo resultado: diarreia, desidratação, dores abdominais, indisposição, gases, barriga inchada. Foram quase três dias para conseguir me recuperar. E o aprendizado da importância de conhecer, e respeitar, os próprios limites. Quer comer até ficar lotada gostosuras e quitutes? Mais do que ter sempre à mão seus comprimidos de lactase, prefira (ou prepare você mesma) delícias sem lactose.

Biscoito a 34 mãos

No dia 02 de março, sábado, preparei uma adaptação da receita Biscoitinhos de Canela da Glau (http://www.diariosemlactose.com/2012/02/biscoitinhos-de-canela-da-glau.html)  junto com um grupo de 17 crianças e adolescentes do Espaço Criança Esperança de Belo Horizonte, onde atuo como Supervisora de Cultura. Foi uma adaptação porque não usei cacau, nem conhaque e nem canela, porque uma das educandas é alérgica. Para compensar, coloquei mais essência de baunilha. Além de fazer a receita, participei de um bate-papo com a turma, respondendo as perguntas, falando sobre Intolerância à Lactose, dificuldades e superação.

Foto: Fabiana Alves - Arquivo: ECE-BH

Foto: Fabiana Alves – Arquivo: ECE-BH

A atividade pode ser conferida no link http://criancaesperanca.globo.com/platb/ecebh/2013/03/13/superando-barreiras-no-boca-livre/ .

A receita ficou assim:
Ingredientes
– 4 xícaras de farinha de trigo
– 400 gramas de creme vegetal sem lactose em temperatura ambiente
– 2 xícaras de açúcar refinado
– 2 colheres de chá de fermento
– 2 pitadinhas de sal
– 4 colheres de sopa de achocolatado sem lactose
– Meio vidro de essência de baunilha

Preparo: Coloque tudo numa travessa e amasse com as mãos e pronto! A massa que se forma não gruda nas mãos, fica até um pouquinho oleosa. Se o creme vegetal estiver em temperatura ambiente, fica mais fácil ainda.  Depois modele os biscoitinhos da maneira que quiser.  Coloque para assar em assadeira grande untada, forno pré-aquecido a 180 graus por, em média, aproximadamente 20 minutos. O tempo depende do tamanho dos biscoitos feitos. Para ter certeza de que os biscoitos estão prontos, prove um deles e verifique se o centro está cozido e seco. Se estiver com coloração muito diferente é porque ainda não deu o ponto. Deixe por mais alguns minutinhos.  Retirados do fogo, é só saborear!

Qual é o seu limite?

Ontem retornei ao Gastroenterologista. Ele reforçou que é necessário que eu descubra qual é o meu limite de intolerância à lactose. Que preciso saber disso para ligar com a condição com mais segurança e para o caso de vir a usar Lactaid. Comentou ainda que esta lactase sintética é cara, não é facilmente manipulada em qualquer laboratório e que para ser usada, é necessário que o indivíduo conheça bem o seu estado e o seu limite.

Confesso que isso é um desafio para mim. É muito mais fácil ser lactose zero do que ficar testando. Fora que o emocional não colabora e a gente fica sem saber se está sentindo algo e se acha que está sentindo algo. Bem, ontem comi um subway com queijo e experimentei um potinho pequeno de sorvete Häagen-Dazs e até agora acho que estou bem.

O médico destacou ainda que preciso ficar menos ansiosa e que devo voltar a praticar atividade física. “Demorô”

Mais leites de baixa lactose

Encontrei recentemente no mercado mais duas opções de leite de baixa lactose.

O sabor é bom, o preço também. Uma boa descoberta.

Esse aí passou a ser o meu favorito! Além da boa relação custo-benefício (aproximadamente R$3,30), é ZERO lactose. Agora, posso voltar a beber leite e a fazer as receitas da minha preferência com segurança.

Enquanto isso, o preço do leite de soja continua nas alturas…

Sim, podemos comer queijos!

Um dos aspectos da Intolerância à Lactose que mais me chateou não foi não poder tomar mais leite (apesar de gostar bastante) ou a grande limitação dos chocolates (agora somente aqueles com muito cacau e sem leite, ou a base de soja). O que me deixou triste, foi saber que não poderia comer mais queijos. Eu era basicamente uma ‘queijólatra’, adorava conhecer e comer os mais variados tipos de queijo, especialmente o gorgonzola.

Porém, essa tristeza durou pouco. Descobri na internet a tabela com os Teores de sódio, cálcio e lactose dos queijos Tirolez – Queijos Tirolez calcio-sodio-e-lactose-consumidor-atualizado

Na verdade, o gastroenterologista já havia comentado da possibilidade de ingestão de queijos curados, mas ver a tabela da Tirolez me deixou mais confiante.

Contudo, os queijos Tirolez são um pouco difíceis de encontrar e bem mais caros que as demais marcas. Às vezes, o tripo do preço. Por isso, entrei em contato com outras empresas (Laticílios Porto Alegre, Marília e Vigor) para tentar obter uma tabela semelhante, mas não recebi nenhuma resposta.

Assim, uso a Tabela da Tirolez como referência na hora de consumir queijos, mas com moderação, porque ninguém quer passar mal com algo tão gostoso. No caso do queijo Minas e da mussarela, compro Tirolez mesmo, apesar do preço salgado. Para os demais queijos, sigo a tabela, mas faço a opção econômica pelas demais marcas.